Damares quer levar Vorcaro ao Senado e ampliar investigação sobre o Banco Master

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Damares quer levar Vorcaro ao Senado e ampliar investigação sobre o Banco Master

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) quer ouvir Daniel Vorcaro na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado durante uma investigação sobre possíveis irregularidades e falhas de fiscalização relacionadas ao Banco Master. A parlamentar, que atua como relatora da proposta, defendeu nesta quarta-feira (4) que o ex-banqueiro preste depoimento diretamente ao colegiado. “Eu soube, a imprensa fala, há passarinhos azuis andando nos corredores que o Daniel Vorcaro quer falar. Por que não falar nesta comissão? Essa é uma comissão preparada para ouvi-lo”, afirmou.

A tentativa de colocar a fiscalização em andamento, porém, acabou adiada. O presidente da comissão, senador Dr. Hiran (PP-RR), aceitou o pedido de Damares para que o relatório fosse submetido à votação, mas a senadora Leany Lemos (PSB-DF) pediu vista do texto, o que interrompeu a análise. Com isso, a decisão sobre o início formal dos trabalhos ficou para a próxima semana. Leany integra o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin e aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta é de autoria do senador Márcio Bittar (PL-AC) e utiliza o instrumento conhecido como Proposta de Fiscalização e Controle (PFS). Caso o relatório inicial seja aprovado, a comissão poderá solicitar documentos, convocar ou convidar pessoas para prestar esclarecimentos e pedir auditorias ao Tribunal de Contas da União (TCU). Damares já apresentou parecer favorável à abertura da fiscalização e pretende incluir Vorcaro entre os nomes ouvidos. “Está pronto desde abril para a gente pautar, quem sabe na próxima reunião, o meu relatório. O Brasil precisa saber de muita coisa que aconteceu no Banco Master”, declarou.

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O escopo apresentado pela relatora vai além da atuação do próprio banco. O relatório prevê analisar possíveis falhas do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de órgãos responsáveis pela fiscalização de fundos de previdência, além de verificar se bancos públicos e fundos de pensão foram usados para favorecer operações ligadas ao Master. A comissão também pretende apurar eventual interferência política ou omissão de agentes públicos e reconstruir a sequência de alertas sobre a situação financeira da instituição antes de sua liquidação, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. “A Comissão identificará onde os fluxos de informação falharam e quem era responsável por garanti-los”, escreveu Damares no documento.

Segundo o relatório, o impacto estimado da crise supera R$ 50 bilhões quando considerados os custos envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e possíveis perdas de fundos de previdência. A fiscalização também deverá buscar identificar quais autoridades tinham conhecimento dos problemas, quando receberam informações e quais providências foram adotadas. Caso os trabalhos encontrem indícios de irregularidades, as conclusões poderão ser encaminhadas ao Ministério Público e a outros órgãos competentes. Antes disso, porém, a CTFC ainda precisa superar a primeira etapa: aprovar o relatório que autoriza o início efetivo da investigação.

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