O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) da Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal, para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda.
Embora o espaço comporte até quatro pessoas, a cela será utilizada exclusivamente por Bolsonaro. O ambiente conta com quarto, banheiro, sala, cozinha e lavanderia, com estrutura idêntica à utilizada por outros detentos da unidade.
Segundo informações do Supremo Tribunal Federal (STF), a nova cela é cerca de cinco vezes maior do que a ocupada anteriormente na PF, que tinha aproximadamente 12 m². Entre os itens disponíveis estão geladeira, chuveiro com água quente, armários, cama de casal e televisão.
Enquanto estiver na Papudinha, Bolsonaro terá direito a cinco refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia — com possibilidade de ajustes no cardápio em razão de dieta especial. O banho de sol ocorre na área externa da cela, sem controle rígido de horário, permitindo inclusive a prática de exercícios físicos com privacidade.
A unidade dispõe de posto de saúde com equipe multidisciplinar, incluindo médicos clínicos, enfermeiros, dentistas, assistente social, psicólogos, fisioterapeuta, psiquiatra e farmacêutico. O complexo fica a pouco mais de 8 km da UPA de São Sebastião e a cerca de 16 km de hospitais particulares como Sírio-Libanês e DF Star.
O Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM) é destinado a militares estaduais, presos militares que aguardam julgamento definitivo e civis com direito à Sala de Estado-Maior, conforme previsto em lei. O prédio tem capacidade para até 60 presos e, até o início de novembro, abrigava 52 internos.
A PMDF informa que o batalhão possui oito alojamentos coletivos, todos reformados em 2020, ventilados e com higienização diária. Os detentos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas conforme regras da administração, além de acesso a televisores e ventiladores.
Os presos têm direito a visitas duas vezes por semana, conforme calendário unificado da unidade, e a visita íntima segue as normas da execução penal. Também é possível reduzir o tempo de pena por meio de trabalho e leitura. A Capelania da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros atua diariamente no local, oferecendo apoio espiritual e orientação.












