Alvo da PF foi tesoureiro de Alcolumbre e agradeceu senador por indicação à Previdência do Amapá

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Alvo da PF foi tesoureiro de Alcolumbre e agradeceu senador por indicação à Previdência do Amapá

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RAQUEL LOPES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Um dos alvos da operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (6), o diretor-presidente da Amprev (Amapá Previdência), Jocildo Silva Lemos, já atuou como tesoureiro da campanha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e agradeceu publicamente ao parlamentar pela indicação ao comando da autarquia.

Batizada de Zona Cinzenta, a operação mira a Amprev, gestora do regime próprio de previdência do estado, por investimentos no Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A ação da PF mira além do diretor-presidente da Amprev, dois membros do comitê de investimentos: Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves.

Lemos foi nomeado para a presidência da Amprev em 2023 pelo governador Clécio Luís (União Brasil). Ele assumiu o cargo por indicação do presidente do Senado.

Durante um evento público em 2024, ele agradeceu ao “senador Davi Alcolumbre, que me convidou para ser o presidente da Amapá Previdência”.

A assessoria do presidente do Senado foi procurada, mas ainda não se manifestou.

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Além de Lemos, a Amprev tem o irmão do senador, Alberto Alcolumbre, como conselheiro fiscal. No entanto, ele não é alvo da operação.

Segundo a PF, o objetivo é apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Amapá.

De acordo com o balanço de 2024, o útlimo anual a ser divulgado, o fundo de previdência do Amapá tinha naquele ano um ativo circulante —bens e direitos de uma empresa conversíveis em dinheiro no curto prazo— de R$ 10 bilhões, sendo R$ 8,3 bilhões em investimentos e aplicações temporárias a curto prazo.

O patrimônio líquido do fundo, no entanto, quando se descontam os passivos e o montante que precisará ser pago a servidores no curto e longo prazo, somava um déficit de R$ 387 milhões.

A investigação apura investimentos realizados pela autarquia estadual responsável em letras financeiras emitidas pelo Master.

Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, no município de Macapá.

Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta.

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Documentos reunidos na investigação mostram que, em menos de 20 dias, foram aprovadas e executadas três aplicações sucessivas em letras financeiras do Master, que totalizam quase R$ 400 milhões. As decisões sobre os recursos foram tomadas em três reuniões em julho de 2024.

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