Democratas acusam Trump de corrupção no mercado de ações

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Democratas acusam Trump de corrupção no mercado de ações

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A oposição democrata acusou nesta sexta-feira (15) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de corrupção após a revelação de importantes operações no mercado de ações realizadas em seu nome, embora seu filho tenha negado qualquer irregularidade.

“A corrupção do presidente é um desastre para a segurança nacional”, escreveu a senadora democrata Elizabeth Warren no X.

Warren se referiu à compra de ações da Nvidia, fabricante de chips avançados utilizados por empresas de inteligência artificial.

Trump permitiu que a empresa vendesse produtos para a China, gerando um aumento temporário no preço de suas ações.

“Trump levou o diretor-executivo da Nvidia a sua viagem à China para pressionar (o presidente chinês) Xi Jinping a comprar chips avançados de IA, apesar de isso criar uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou Warren.

“Acontece que Trump também comprou milhões em ações da Nvidia”, acrescentou.

O filho mais velho do presidente, Eric Trump, que dirige os negócios da família junto com seu irmão Donald Trump Jr., negou qualquer irregularidade.

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“Todos os nossos ativos estão investidos em um fundo cego administrado pelas maiores instituições financeiras em índices amplos de mercado. Sugerir que ações individuais estejam sendo compradas ou vendidas, a critério de qualquer membro da família Trump, seria uma mentira e completamente falso”, escreveu Eric Trump no X.

O filho mais velho não ocupa um cargo oficial no governo. No entanto, acompanhou o presidente à China nesta semana.

O diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang, também viajou com ele.

O governador democrata de Illinois, JB Pritzker, classificou Trump como “o presidente mais corrupto da história americana”, segundo uma publicação no X.

Após retornar ao poder, Trump entregou a gestão de seus negócios a seus filhos, com menos restrições do que em seu primeiro mandato.

O próprio presidente desfaz os limites ao organizar eventos diplomáticos em suas residências privadas.

Os documentos publicados na quinta-feira em nome de Trump detalham transações superiores a 200 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão) e envolvendo empresas como Amazon, Apple, Microsoft e Boeing.

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A revista Forbes estimou a fortuna pessoal do presidente em 6,5 bilhões de dólares (R$ 33 bilhões) em março de 2026, um aumento de 1,4 bilhão (R$ 7 bilhões) no último ano.

© Agence France-Presse

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