A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (5) que a América “não pertence a uma doutrina ou a uma potência”, após a operação militar em que os Estados Unidos depuseram à força o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa.
A declaração da presidente surge depois de seu homólogo dos EUA, Donald Trump, ter descrito a operação para capturar Maduro como uma atualização da Doutrina Monroe, a declaração de 1823 do quinto presidente dos Estados Unidos, James Monroe, que afirmava que a América Latina estava vedada a outras potências, referindo-se na época à Europa.
“O México mantém sua convicção de que a América não pertence a uma doutrina ou a uma potência. O continente americano pertence aos povos de cada um dos países que o compõem”, disse Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa matinal.
Após a captura de Maduro, Trump disse a repórteres que “a Doutrina Monroe é importante, mas já a superamos por muito, muito mesmo”.
“Agora chamam de Documento Donroe”, acrescentou Trump, fazendo um trocadilho com a inicial de seu nome. “O domínio dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental jamais será questionado de novo”, afirmou.
Maduro, de 63 anos, é acusado de traficar cocaína para os Estados Unidos, assim como sua esposa, Cilia Flores, de 69 anos. Ambos foram capturados em Caracas no sábado, durante intensos ataques dos EUA que incluíram comandos terrestres, bombardeios aéreos e uma grande força naval.
AFP












