A Polícia Civil de Goiás deflagrou a Operação “Mentis Dolus” nesta sexta-feira (12/12). A ação, coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Valparaíso, no Entorno do Distrito Federal, cumpriu um mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão contra um homem investigado por se passar por médico psiquiatra.
O investigado, Diogo Luiz de Silva Lima, também conhecido atualmente como Daniela Luiza da Silva Lima Cavalcante, se apropriou indevidamente da identidade profissional de um psiquiatra legítimo, registrado no Estado de São Paulo. Ele passou a se apresentar como se fosse o médico verdadeiro.
Para conferir aparência de legalidade à fraude, o indivíduo acessou de forma ilícita a conta gov.br da vítima. Com isso, obteve dados sensíveis, manipulou informações profissionais e solicitou inscrições em Conselhos Regionais de Medicina fora do estado de origem, inclusive no Distrito Federal.
Diogo Luiz de Silva Lima promoveu alteração em seu registro civil, passando a se identificar atualmente como Daniela Luiza da Silva Lima Cavalcante
Usando esses registros fraudulentos, ele conseguiu se infiltrar em clínicas de Valparaíso de Goiás e do Distrito Federal. Nas unidades de saúde, realizou atendimentos presenciais a pacientes, emitiu laudos psiquiatras e prescreveu medicamentos controlados.
As provas já coletadas apontam que o investigado atuou de forma reiterada e estruturada. Ele usou identidade alheia e documentação falsa para manter uma aparência de regularidade profissional, expondo pacientes a riscos e causando prejuízos às clínicas envolvidas.
Suspeito mudou o nome para Daniela Luiza
Durante as buscas, foram apreendidos computadores, documentos e outros materiais. As evidências confirmam as condutas investigadas e indicam uma tentativa de migrar a atuação fraudulenta para outra área da saúde, como forma de continuar as atividades criminosas.
Verificou-se também que o investigado promoveu uma alteração em seu registro civil, passando a se identificar atualmente como Daniela Luiza da Silva Lima Cavalcante. Segundo os elementos apurados, a mudança visava dificultar sua identificação e permitir a continuidade da prática delitiva.
O investigado foi conduzido ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos, inclusive sobre a possível participação de terceiros e a identificação de outras vítimas.
Considerando o modus operandi, há possibilidade de que existam outras vítimas que ainda não registraram ocorrência, seja por desconhecimento dos fatos, seja por temor ou constrangimento.
A divulgação da identidade e da imagem do investigado tem amparo legal, considerando o interesse público na identificação de possíveis vítimas.
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