A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Destroyer, denominada “Delivery do Crime”, com objetivo de desmantelar uma associação criminosa focada na venda e distribuição de maconha por entregas domiciliares. A ofensiva policial combate um grupo estruturado que utilizava a logística de distribuição direta para facilitar o alcance de entorpecentes em diversas localidades do estado.
As diligências revelaram que os envolvidos não se limitavam ao comércio ilícito, ostentando também armamentos de grosso calibre, como fuzis, e vestimentas camufladas em suas interações. A investigação identificou uma organização altamente especializada que geria o tráfico como um sistema de “delivery”, expandindo suas atividades ilícitas por variados municípios goianos.
A operação é coordenada pelo Grupo de Investigações de Homicídios e pelo Grupo de Repressão a Narcóticos de Trindade, mobilizando um expressivo contingente policial e apoio de helicóptero para cumprimento das ordens judiciais. Ao todo, os agentes executam 10 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, visando paralisar a estrutura que simulava um verdadeiro “cardápio” de entorpecentes nas redes sociais.
Os mandados foram cumpridos simultaneamente nas cidades de Trindade, Goiânia, São Miguel do Passa Quatro e Itapuranga, onde o grupo mantinha sua base de operações e logística de distribuição. De acordo com os levantamentos policiais, os criminosos utilizavam as plataformas digitais para anunciar os produtos e organizar as entregas, operando de forma similar a serviços comerciais legítimos.
Ataques e desafios às forças de segurança
Durante o monitoramento das atividades, a polícia constatou que os investigados demonstravam audácia ao publicar mensagens de desafio e desrespeito às forças de segurança pública. Em uma das postagens monitoradas, o grupo chegou a utilizar termos ofensivos contra a Polícia Civil, chamando a corporação de “desgraçada”, o que evidencia o tom de enfrentamento adotado pela organização.
Em outra publicação captada pelas autoridades, os integrantes do esquema compartilharam frases que reforçavam a cultura da violência e o porte de armamento: “Ore com fé, mas nunca durma sem o seu revólver. Os anjos portam espadas e não flores”.
Esta nova etapa da investigação surge após a primeira fase da Operação Destroyer já ter apontado indícios significativos sobre a atuação da quadrilha no tráfico de entorpecentes na região. Com o progresso das apurações, o foco atual das autoridades é a desarticulação definitiva de toda a cadeia hierárquica e financeira da organização criminosa que atuava no estado.
O trabalho investigativo segue em curso para localizar e identificar outros possíveis colaboradores que integravam a rede de apoio ao sistema de entregas domiciliares. Até o momento, as identidades dos detidos não foram reveladas pela corporação, o que impossibilitou que as defesas técnicas dos suspeitos pudessem ser localizadas para apresentar eventuais manifestações sobre as acusações.
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