A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (9/4), mais duas operações para conter a venda irregular de medicamentos usados para emagrecimento. As ações ocorreram em Aparecida de Goiânia e na capital e resultaram na apreensão de produtos, documentos e equipamentos que agora integram as investigações.
Em Aparecida de Goiânia, a 2ª Delegacia Distrital de Polícia, na Vila Brasília, cumpriu mandado de busca e apreensão em um endereço investigado pela comercialização de substâncias sem registro nos órgãos sanitários competentes e com procedência desconhecida.
Segundo a apuração, a conduta se enquadra no artigo 273 do Código Penal, que trata de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. No local, foram recolhidos dispositivos eletrônicos, papéis e outros materiais considerados relevantes para aprofundar a investigação.
O trabalho policial continua para identificar toda a cadeia de distribuição dos produtos e responsabilizar os envolvidos na prática criminosa.
Ações policiais têm como foco a falsificação de substâncias injetáveis, como a semaglutida, popularmente conhecida como caneta emagrecedora
Já em Goiânia, a 16ª Delegacia Distrital de Polícia, no Jardim Nova Esperança, apurou uma denúncia anônima sobre a encomenda de três caixas de um medicamento de origem proibida. A pessoa investigada teria desistido da compra ao descobrir que o produto não tinha origem identificada e era proibido no Brasil.
Ao ir até o endereço informado, na Vila Isaura, os policiais encontraram o suspeito, que confessou a mercancia do medicamento e entregou três caixas e 12 ampolas. Ele foi autuado em flagrante também com base no artigo 273 do Código Penal, considerado um dos dispositivos mais rigorosos da legislação brasileira por envolver risco à saúde pública.
Canetas emagrecedoras na mira das autoridades
A Polícia Civil tem intensificado, em parceria com órgãos como a Vigilância Sanitária, o combate à venda ilegal de remédios para emagrecer, sobretudo em redes sociais e em locais sem licença para funcionamento. O foco das ações está na falsificação de substâncias injetáveis, como a semaglutida, popularmente conhecida como caneta emagrecedora.
Segundo as investigações da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor, esses grupos atuam com práticas que podem envolver estelionato e lavagem de dinheiro. Além de retirar os produtos de circulação, a polícia busca desarticular as redes que usam plataformas digitais para alcançar consumidores de forma enganosa.
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