As polícias civis de Goiás (PCGO) e do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, na manhã desta terça-feira (7/4), uma das maiores ações coordenadas contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro no Centro-Oeste. Batizadas de Divisor e Monopólio, as operações mobilizaram equipes táticas para desarticular uma organização criminosa de alta complexidade financeira.
A dimensão do esquema foi identificada por meio de uma minuciosa análise bancária. Segundo a investigação, o grupo movimentou mais de R$ 60 milhões nos últimos quatro anos, valendo-se de um sistema profissional de ocultação de bens.
As apurações apontam ainda que o líder da organização exercia papel central e agressivo na gestão dos ativos. Sozinho, ele teria movimentado mais de R$ 12 milhões no período, mantendo um padrão de vida sustentado pelo comércio ilícito de cocaína.
Para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico, o grupo recorria a diversas empresas de fachada. A escala das operações era tão ampla que apenas uma das empresas identificadas registrou movimentação superior a R$ 14 milhões, tornando-se peça-chave no esquema de lavagem de capitais.
Delegado Carlos Alfama, da Polícia Civil de Goiás: investigações distintas chegaram ao mesmo grupo criminoso
A ofensiva foi executada simultaneamente em cinco cidades estratégicas. As equipes cumpriram 15 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em Ceilândia (DF), Estrutural (DF), Aparecida de Goiânia, Planaltina de Goiás e na capital paulista.
A ação conjunta entre a Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc/GO) e a Coordenação de Repressão às Drogas (Cord/DF) busca não apenas prender os envolvidos, mas também estrangular financeiramente a facção.
“A operação foi deflagrada no bojo de duas investigações, da Polícia Civil de Goiás e do Distrito Federal. Ambas as instituições conduziram investigações que chegaram nos mesmos envolvidos, na mesma organização criminosa, em razão da convergência das investigações”, explica o delegado Carlos Alfama, da PCGO.
Organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas
Em nota, a PCDF informou que a segunda fase da Operação Monopólio, realizada nesta terça-feira, teve como objetivo desarticular uma organização criminosa armada, especializada no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, foram expedidos 13 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão contra alvos no Distrito Federal, em Goiás e em São Paulo.
“Na primeira fase da operação nove pessoas foram denunciadas pelo crime de integrar organização criminosa voltada para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, sendo que o líder também foi denunciado pelo crime de lavagem de dinheiro. Nessa segunda fase estão sendo indiciadas 19 pessoas pelo crime de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas”, informou a PCDF.
Com o sequestro de bens e o bloqueio de contas, as autoridades tentam neutralizar a capacidade logística do grupo, que usava rotas interestaduais para abastecer o mercado de drogas e ampliar sua influência territorial.
Agora, a perícia concentra-se nos documentos e eletrônicos apreendidos nesta terça-feira. O objetivo é identificar outros integrantes da rede que, pela extensão e pelo volume financeiro movimentado, tentava consolidar uma estrutura de poder paralelo na região.
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