Uma operação conjunta entre Polícia Civil de Goiás, Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal resgatou cerca de 70 mulheres de uma clínica terapêutica clandestina em Abadia de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, nesta quinta-feira (23/4). O estabelecimento já havia sido interditado, mas mantinha o funcionamento irregular e mantinha ao menos 12 internas em cárcere privado, o que resultou na prisão em flagrante dos responsáveis.
A fiscalização começou depois de uma comunicação da Vigilância Sanitária sobre o descumprimento do auto de interdição aplicado ao imóvel, no município de Abadia de Goiás. Ao chegarem ao local, os agentes foram recebidos por uma interna, que confirmou que a clínica seguia funcionando, o que caracterizou, em tese, o crime de desobediência.
Durante a abordagem, outras internas pediram socorro, o que levou as equipes a entrarem imediatamente no estabelecimento. No interior da clínica, foram encontradas cerca de 70 mulheres. Pelo menos 12 delas relataram que estavam no local contra a própria vontade, situação que indica, em tese, a prática de cárcere privado.
As internas também relataram condições precárias de higiene, falhas de segurança e alimentação inadequada. Segundo apurado, havia uma pessoa responsável pela coordenação do local e também um responsável legal pelo estabelecimento, que compareceu durante a ação.
Diante dos fatos, os dois foram conduzidos à unidade policial, passaram por exame de corpo de delito e acabaram autuados em flagrante pelo crime de cárcere privado, qualificado por se tratar de instituição de internação, conforme o art. 148, §1º, inciso II, do Código Penal.
As mulheres foram acolhidas e encaminhadas às famílias com apoio da Assistência Social do município.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Os nomes dos envolvidos e da clínica não foram divulgados.
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