A Justiça manteve a prisão preventiva do ginecologista Marcelo Arantes e Silva, investigado por estupro de pacientes em clínicas de Goiânia e Senador Canedo, após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24/4). Preso em casa na tarde de quinta-feira (23/4), por mandado expedido pela Justiça de Senador Canedo, o médico segue detido no curso das investigações.
A manutenção da prisão reforça a apuração sobre uma série de abusos atribuídos ao médico em atendimentos e procedimentos realizados nas duas cidades. A ordem de prisão foi cumprida pela Polícia Civil de Senador Canedo após representação da delegada da Mulher do município, com base na suspeita de reiteração dos crimes e risco de novas vítimas.
Após a prisão, o ginecologista foi interrogado na Delegacia de Senador Canedo, mas se manteve em silêncio.
Marcelo Arantes é investigado por estupros contra diversas pacientes e, até o momento, 23 mulheres foram identificadas, sendo 10 em Goiânia e 13 em Senador Canedo. Em um dos casos ocorridos no município, o Ministério Público já ofereceu denúncia à Justiça, que poderá convertê-la em ação penal.
O primeiro caso conhecido é de 2017, em Senador Canedo. Em 2020, uma mulher procurou a Delegacia da Mulher em Goiânia relatando ter sido violada durante atendimento. Segundo os depoimentos, o médico realizava exames de toque sem justificativa clínica e praticava outros atos libidinosos sem consentimento.
Delegadas de Goiânia e Senador Canedo que investigam série de denúncias contra o ginecologista
Os relatos reunidos pela investigação descrevem um padrão de comportamento em que o profissional, segundo a apuração, conquistava a confiança das pacientes antes dos abusos. Também há apuração sobre administração de medicamentos e hormônios sem o consentimento das mulheres.
O médico atendia em clínicas particulares nas duas cidades como especialista em reprodução feminina e procedimentos estéticos íntimos. Após os avanços das investigações ele teve o registro profissional suspenso por determinação judicial para impedir novos atendimentos.
Há uma semana, a Polícia Civil divulgou o nome e a imagem do investigado para estimular novas denúncias. Desde então, o número de mulheres que procuraram a polícia aumentou de forma expressiva. Outras possíveis vítimas podem procurar as Delegacias da Mulher em Goiânia e Senador Canedo para dar andamento a novas investigações.
O Conselho Regional de Medicina de Goiás acompanha a apuração sob sigilo, enquanto os inquéritos seguem em conclusão no prazo legal. A prisão preventiva tem prazo indeterminado, mas a defesa pode recorrer a outras instâncias para tentar o relaxamento.
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