As famílias interessadas em concorrer a um dos 496 apartamentos a custo zero em Goiânia ganharam mais tempo para se inscrever. O prazo foi prorrogado até o dia 17 de abril, com cadastro gratuito disponível tanto pela internet quanto em pontos de atendimento presencial.
As inscrições podem ser feitas pelos sites da Prefeitura de Goiânia e da Agência Goiana de Habitação (Agehab). Quem não possui acesso à internet pode procurar atendimento presencial em um dos 21 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) ou no hall do Paço Municipal, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Para realizar o cadastro, é necessário apresentar documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de renda, cadastro atualizado no CadÚnico e histórico de residência.
A iniciativa integra o programa Apê Custo Zero, desenvolvido pelo Governo de Goiás em parceria com a Prefeitura de Goiânia e o Governo Federal do Brasil, dentro da modalidade Faixa Urbano I – FAR do Minha Casa Minha Vida.
As unidades habitacionais estão localizadas nos residenciais Iris Rezende IV e V e são destinadas a famílias de baixa renda que vivem em situação de déficit habitacional. O financiamento envolve recursos federais, por meio da Caixa Econômica Federal, além da participação do Estado e do município.
Para participar do processo seletivo, é necessário residir em Goiânia há pelo menos cinco anos, ter renda bruta mensal de até R$ 2.850 e possuir inscrição ativa no CadÚnico. Também é exigida a comprovação de situação de déficit habitacional, como coabitação, adensamento excessivo, comprometimento de renda com aluguel ou moradia em condições precárias.
Foto: Divulgação
Critérios de seleção
O processo de seleção será realizado por meio de hierarquização das inscrições, com etapas que seguem até a entrega das chaves aos beneficiários.
Parte das unidades é destinada a públicos prioritários, incluindo:
20% para famílias que vivem em áreas de risco indicadas pela Secretaria Municipal de Habitação;
50% para beneficiários do Bolsa Família ou BPC;
3% para idosos;
3% para pessoas com deficiência;
3% para pessoas em situação de rua.
As demais unidades atenderão à demanda geral, com prioridade para mulheres chefes de família, população negra, indígena e quilombola, vítimas de violência e famílias com crianças ou pessoas com doenças crônicas.
A ampliação do prazo de inscrições busca garantir maior alcance do programa e ampliar o acesso de famílias em situação de vulnerabilidade às políticas públicas de habitação, consideradas estratégicas para reduzir o déficit habitacional na capital.
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