O influenciador digital Gildázio Cardoso, de 25 anos, conhecido nas redes sociais como Mulherzona, foi preso em Goiânia nesta segunda-feira (27/4). Ele é um dos alvos centrais da Operação Mantus, que investiga um esquema milionário de jogos ilegais, suspeito de movimentar R$ 260 milhões nos últimos dois anos. Natural de Roraima, o investigado morava na capital goiana há pouco tempo, onde atuava na divulgação do chamado “jogo do tigrinho”.
Gildázio Cardoso passou por audiência de custódia e segue preso em Goiânia
Operação Mantus e bloqueio de bens
A ofensiva foi coordenada pela Polícia Civil de Roraima com o apoio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Goiás. Além de Gildázio, outras sete pessoas foram detidas. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de até R$ 68 milhões em contas bancárias e carteiras de investimento dos envolvidos.
Durante o cumprimento do mandado em Goiânia, a polícia apreendeu dispositivos eletrônicos que passarão por perícia para identificar outros coautores do esquema. Em Roraima, a operação também resultou na prisão em flagrante de um empresário por posse ilegal de munição.
Polícia Civil de Roraima prendeu sete pessoas durante a Operação Mantus
Dinâmica do crime e impacto nas vítimas
A investigação, que durou 18 meses, revelou que o grupo utilizava a imagem de influenciadores digitais para atrair seguidores com promessas enganosas de lucros rápidos. Segundo a delegada Lara Soares, da Polícia Civil de Goiás, o papel desses comunicadores era fundamental para conferir uma falsa credibilidade a plataformas que operam à margem da legislação brasileira.
“Essas plataformas induzem o consumidor ao erro e causam graves prejuízos. Muitas vítimas entram em depressão após perderem economias em jogos como o do tigrinho”, detalhou a delegada.
Consequências jurídicas
Gildázio Cardoso permanece preso em Goiânia após audiência de custódia e aguarda os próximos passos do processo. Os investigados podem responder por uma série de crimes, incluindo a contravenção penal de exploração de jogos de azar, crimes contra o consumidor, publicidade enganosa e lavagem de dinheiro.
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