O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, anunciou, nesta segunda-feira (23/3), a criação do Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), iniciativa que prevê a descentralização de recursos para agilizar a manutenção e melhorar o funcionamento da rede municipal.
A proposta contempla 117 unidades de saúde, que passarão a receber recursos diretamente do Fundo Municipal de Saúde em contas próprias. Com isso, as unidades poderão gerir despesas do cotidiano, como pequenos reparos, compra de materiais e serviços de limpeza, reduzindo a dependência de processos burocráticos.
Segundo o prefeito, o modelo busca dar mais rapidez à solução de problemas simples que impactam diretamente o atendimento.
“Queimava uma lâmpada, entrava na fila. Quebrava uma descarga, entrava na fila. Isso demorava muitos dias para ser resolvido”, afirmou. “Agora a unidade toma suas providências. São 117 unidades autônomas, e isso anda muito mais rápido”, acrescentou.
Mabel destacou ainda que a melhoria da estrutura influencia diretamente na qualidade do atendimento ao cidadão.
“A pessoa chega à unidade já estressada e precisa encontrar um ambiente adequado, com estrutura funcionando. Isso faz diferença no atendimento”, disse.
Modelo inspirado na educação
O programa é baseado em experiência semelhante adotada na rede municipal de ensino, com o Programa de Autonomia Financeira da Instituição Educacional (Pafie). De acordo com o prefeito, os resultados positivos nas escolas motivaram a expansão da estratégia para a área da saúde.
Foto: Alex Malheiros
“A gente fez isso nas escolas e o resultado foi muito bom. Hoje você não vê mais telhado vazando, os banheiros estão arrumados, os problemas são resolvidos rapidamente. É isso que a gente quer levar agora para a saúde”, afirmou o prefeito.
Cada unidade poderá receber até R$ 200 mil por ano, dentro dos limites legais, com distribuição proporcional ao porte e às necessidades de cada estrutura.
Controle e fiscalização
O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, explicou que cada unidade contará com uma comissão responsável por definir prioridades e acompanhar a aplicação dos recursos.
Secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer // Foto: Alex Malheiros
“A ideia é que essa comissão acompanhe de perto o que precisa ser feito, aprove os orçamentos e participe da prestação de contas”, destacou.
A prestação de contas será realizada de forma trimestral, com fiscalização do Conselho Municipal de Saúde, da Controladoria Geral do Município e do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás.
O projeto ainda será encaminhado para análise da Câmara Municipal de Goiânia.
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