O ex-vereador e empresário William Ludovico de Almeida foi preso em flagrante em Aparecida de Goiânia nesta quarta-feira (4/2) acusado de furto qualificado de energia elétrica. Dono do Supermercado Super Mais, no Setor Serra Dourada, ele também foi autuado por ameaça, desacato e resistência, segundo a Polícia Civil de Goiás.
A ação, deflagrada após denúncia de ligação clandestina, contou com apoio da Guarda Civil Municipal, da Polícia Técnico-Científica e da concessionária Equatorial Energia, conforme informou o delegado Humberto Teófilo, plantonista da Central de Flagrantes.
“No local, a perícia da Polícia Técnico-Científica constatou fraude no consumo de energia, caracterizada por ligação direta irregular, situação também confirmada pelos técnicos da concessionária”, explicou o delegado.
Diante da comprovação técnica e pericial, foi dada voz de prisão ao responsável pelo estabelecimento. No momento da ação policial, o empresário adotou comportamento agressivo, proferiu ofensas e resistiu à prisão, o que motivou o uso de algemas. A estimativa é de que apenas neste mês o prejuízo causado pelo “gato” no sistema de energia ultrapassou os R$ 20 mil, segundo a Polícia Civil.
Reincidência e responsabilização
A Polícia Civil ressaltou que a conduta não é isolada: William já responde a processo por furto de energia em tramitação desde 2022 e teve registro policial por fato similar em outubro de 2025, o que, segundo a corporação, evidencia reiteração criminosa.
O ex-vereador foi encaminhado à Central de Flagrantes e autuado pelos crimes previstos nos artigos 155, §4º (furto qualificado mediante fraude), 147 (ameaça), 331 (desacato) e 329 (resistência) do Código Penal. Como as condutas impediram a concessão de fiança, ele permaneceu preso à disposição do Poder Judiciário.
“A audácia do ex-vereador chama atenção: mesmo já respondendo por crimes da mesma natureza, voltou a ser flagrado, pela terceira vez, em conduta criminosa”, afirmou o delegado Humberto Teófilo.
“Achou que o poder político e econômico resolveria o BO. Caiu no plantão errado. Aqui não importa quem é: a lei vale para todos”, acrescentou o delegado, que também defendeu a divulgação das imagens como medida de interesse público.
A divulgação das imagens da operação policial, segundo o delegado, é medida de interesse público, “necessária para garantir transparência, segurança coletiva e demonstrar a legalidade da atuação policial diante de ameaça concreta e comportamento agressivo do conduzido”.
O histórico judicial do empresário e ex-vereador inclui, ainda, condenação em 2025, juntamente com outras sete pessoas, por envolvimento em esquema que desviou R$ 25 mil dos cofres públicos entre 2008 e 2009, segundo o Ministério Público de Goiás, que apontou William como principal articulador do esquema.
Até o fechamento desta reportagem, a defesa do ex-vereador não havia sido localizada pelo PORTAL NOTÍCIAS GOIÁS. Ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta quinta-feira.
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