‘Temos que ter responsabilidade fiscal’, diz Lula em meio a debate sobre ajuste nas contas públicas

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‘Temos que ter responsabilidade fiscal’, diz Lula em meio a debate sobre ajuste nas contas públicas

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MARIANA BRASIL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (5) a responsabilidade fiscal como forma de atrair investimentos para o país.

“Aqui também está dito que se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade. Ninguém vai colocar dinheiro aqui pelos belos cabelos do Lula ou do [vice-presidente Geraldo] Alckmin”, disse o petista após reunião com o Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.

“As pessoas vão colocar se perceberem que os investimentos deles vão gerar retorno financeiro. É por isso que precisamos ter responsabilidade jurídica. É por isso que temos que ter responsabilidade fiscal.”
O governo está sob pressão de setores econômicos para apresentar um plano de ajuste fiscal capaz de conter a trajetória ascendente da dívida pública, em meio à escalada do dólar e à queda da Bolsa de Valores desde o resultado do segundo turno.

Também nesta quinta, Lula iniciou uma série de conversas com economistas e empresários para debater os rumos da política fiscal do governo. Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a prometer resultados melhores nas contas públicas para os próximos anos, mas não falou sobre medidas concretas.

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MINERAIS CRÍTICOS

Em reunião com o presidente, o novo conselho aprovou a lista dos minerais considerados críticos e/ou estratégicos que a política nacional sobre o tema deve priorizar.

“Não queremos fazer com que o estado seja senhor supremo da exploração, transformação, industrialização. Aqui está dito que precisamos de parceria, que precisamos aprender, construir com outros países que queiram participar conosco o processo de transformação e exploração dessa riqueza”, disse Lula.

O tema dos minerais virou pauta cara durante a campanha do presidente, que colocou a temática em peças eleitorais do início da corrida. A exploração dos minerais é cobiçada por outros países, como os Estados Unidos, e foi usada como pauta petista para inflar defesas à soberania nacional.

A chamada Política Nacional de Minerais Críticos foi sancionada em setembro deste ano. Na reunião, os minerais foram distribuídos em três classes, de acordo com a importância para o Brasil em termos de soberania e industrialização.

Também foram estabelecidos cinco parâmetros para definir os minerais: o risco geopolítico, a concentração geográfica da produção, o potencial de substituição, a posição brasileira na cadeia e a dependência e vulnerabilidade do país. As classes também sinalizam a prioridade no acesso aos instrumentos de fomento previstos na política.

“Essa lista é importante porque ela organiza as prioridades dessa política”, disse a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. “Se eu defino os minerais, defino sobre quais poderão ser usados os instrumentos de fomento previstos na legislação aprovada.”

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Participaram da reunião do Conselho representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria), de municípios com atividades de minerais.

Durante a reunião, foi definido que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços deverá apresentar uma proposta para as Cadeias Produtivas prioritárias do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos no prazo de 15 dias, a ser submetida ao pleno do Conselho.
Minerais críticos e estratégicos aprovados
Classe 1 Prioridade Alta:

Terras Raras

Grafita

Lítio

Níquel

Cobalto

Cobre

Manganês

Silício

Urânio (Setor sob regime especial: monopólio da União (CF, arts. 21 e 177), exploração via INB com parceria privada autorizada (Lei 14.514/2022) e controle de segurança da CNEN/ANSN)
Classe 2 Prioridade Média

Tungstênio

Cromo

Vanádio

Tântalo

Titânio

Fosfato

Potássio

Enxofre
Classe 3 Prioridade Baixa

Nióbio

Estanho

Ferro

Zinco

Ouro

Magnésio

Molibdênio

Tório* (Setor sob regime especial: monopólio da União (CF, arts. 21 e 177), exploração via INB com parceria privada autorizada (Lei 14.514/2022) e controle de segurança da CNEN/ANSN)

Alumínio

Grupo da Platina

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