STF dá 2 anos para Congresso regulamentar mineração em terra indígena

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STF dá 2 anos para Congresso regulamentar mineração em terra indígena

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (13) confirmar o prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei que regulamente a participação de indígenas na exploração mineral legal de seus territórios.

A Corte referendou uma decisão individual do ministro Flávio Dino, que, em fevereiro deste ano, reconheceu a omissão constitucional do Legislativo para tratar da matéria. A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (PATJAMAAJ), que pediu ao Supremo o reconhecimento da falta de aprovação de uma lei sobre a participação dos indígenas nos resultados do aproveitamento dos recursos hídricos e minerais presentes em seu território, localizado em Rondônia.

Segundo a entidade, os cinta larga sofrem constantes ameaças de invasão por garimpeiros e conflitos violentos relacionados à exploração ilegal de minerais, fatores que provocam falta de renda e exclusão econômica dos indígenas.

Ao referendar a decisão de Dino, o plenário também definiu balizas para a exploração mineral que deverão ser seguidas enquanto o Congresso não editar a lei. A exploração deverá contar com autorização dos indígenas, não poderá ultrapassar o uso de 1% da Terra Indígena Cinta Larga e dependerá de estudos de impacto e planos de manejo sustentável. A fiscalização deverá ser feita pelo Ministério Público Federal (MPF).

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No ano passado, Dino determinou que comunidades indígenas afetadas pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, tenham participação nos lucros da usina. Conforme a liminar, as comunidades deverão receber 100% do valor que é repassado pela concessionária para a União, e o ministro também deu prazo de 24 meses para o Congresso aprovar uma lei específica sobre o assunto.

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