SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou das ameaças de ataque militar contra o Irã após apelos da Arábia Saudita e ameaças de retaliação de Teerã. A informação foi divulgada originalmente pelo jornal The Guardian.
O presidente dos EUA, Donald Trump, recuou temporariamente da decisão de bombardear o Irã se um acordo rápido for fechado. O anúncio foi feito no sábado à noite pelo próprio presidente, após dias de fortes tensões no Oriente Médio.
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, telefonou para Trump para pedir moderação. Segundo fontes diplomáticas, o líder saudita expressou forte preocupação de que uma ação militar dos EUA gerasse contra-ataques do Irã contra poços de petróleo na região do Golfo Pérsico.
Trump estabeleceu condições duras para suspender definitivamente as ações militares contra Teerã. Ele declarou que os EUA estão com as armas carregadas, mas aceitaram o adiamento sob a condição de uma abertura imediata e total do Estreito de Ormuz e do fim da ameaça nuclear iraniana.
O Irã ameaçou atacar vizinhos árabes que apoiarem uma eventual ação militar liderada por Washington.
O ministro das Relações Exteriores de Teerã, Abbas Araqchi, alertou que qualquer país da região que colaborar com os EUA ou Israel enfrentará uma resposta armada proporcional.
TENSÕES NO GOLFO PÉRSICO
A decisão americana ocorre após uma série de incidentes militares e ataques com drones no Golfo Pérsico. O exército do Kuwait relatou ter interceptado drones iranianos lançados contra instalações estratégicas do país, enquanto dois navios petroleiros registraram explosões perto da costa de Omã.
Os Estados Unidos e Israel vinham planejando bombardeios contra usinas elétricas e refinarias iranianas.
Embora a Arábia Saudita tenha participado de ataques recentes a milícias pró-Irã no Iraque, o governo saudita vinha insistindo no retorno da via diplomática para conter a crise.
DIVERGÊNCIA COM ISRAEL
O governo israelense de Benjamin Netanyahu mantém divergências com a Casa Branca sobre como lidar com o Irã. Embora Trump tenha afirmado que Israel compartilha de seu recuo temporário, a gestão de Netanyahu costuma adotar posições mais agressivas e já rejeitou anúncios anteriores do presidente norte-americano.









