Preços do petróleo disparam após retomada dos bombardeios no Oriente Médio

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Preços do petróleo disparam após retomada dos bombardeios no Oriente Médio

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Os preços do petróleo dispararam nesta quarta-feira (29) depois que a retomada das hostilidades no Oriente Médio reacendeu os temores de perturbações no fornecimento mundial de petróleo bruto.

O preço do barril Brent do Mar do Norte, para entrega em setembro, subiu 7,91% para 90,74 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega no mesmo mês teve alta de 6,56%, a 84,46 dólares.

O Exército dos Estados Unidos anunciou que interceptou mísseis provenientes do Irã direcionados contra suas forças “destacadas no Oriente Médio”. A televisão iraniana informou posteriormente ataques americanos no noroeste do país.

Washington também citou ataques no Iraque contra grupos armados pró-Irã, realizados em conjunto com a Arábia Saudita, que foi alvo de mísseis lançados a partir do território iraquiano.

“No mercado de petróleo há o temor de que a guerra esteja se expandindo”, explicou à AFP Andy Lipow, analista da Lipow Oil Associates.

Os recentes ataques contra a Arábia Saudita por parte dos rebeldes houthis do Iêmen teriam ainda obrigado a Saudi Aramco, a companhia petrolífera nacional do reino, “a fechar sua refinaria de Jizan, com capacidade de 400 mil barris diários”, observou Tamas Varga, analista da PVM.

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Além disso, as reservas estratégicas de petróleo bruto voltaram a cair na semana passada nos Estados Unidos (–3,8 milhões de barris) para compensar as perturbações de fornecimento relacionadas à guerra, segundo o relatório semanal da agência americana de estatísticas e informações energéticas EIA.

A navegação pelo Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o comércio mundial de hidrocarbonetos, continua bloqueada pelo Irã, que busca manter seu controle e fazer com que os navios paguem um pedágio.

AFP

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