Motta acerta com governo e vai votar projeto de lei 6×1 com PEC da Câmara

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Motta acerta com governo e vai votar projeto de lei 6×1 com PEC da Câmara

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Brasília, 13 – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu ontem votar o projeto de lei enviado pelo governo sobre redução da jornada de trabalho com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema que tramita na Casa legislativa.

O deputado gravou um vídeo ao lado dos ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e do Trabalho, Luiz Marinho, após reunião na residência oficial da Câmara.

Além deles, participaram do encontro o ministro do Planejamento, Bruno Moretti; o presidente da comissão especial que debate a PEC, Alencar Santana (PT-SP); o relator, Leo Prates (Republicanos-BA); o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS); e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Luiz Gastão (PSD-CE).

O fim da escala 6×1 é uma das bandeiras eleitorais de Lula em sua tentativa de reeleição. O tema constava na mensagem enviada ao Congresso para 2026.

No vídeo, Motta afirma que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

“Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas, para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, disse.

Segundo o presidente da Câmara, o projeto enviado pelo governo será necessário para adequar a legislação às mudanças que serão feitas à Constituição pela redução da jornada de trabalho.

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URGÊNCIA

O projeto enviado pelo governo tem urgência constitucional, o que significa que precisaria ser votado até o fim de maio, sob risco de travar a pauta da Câmara. Segundo o cronograma, os dois textos devem ser votados praticamente juntos. A PEC deve ser votada no dia 26 na comissão especial e no dia 27 em plenário.

A urgência também seria importante para manter a pressão sobre o Senado. Em entrevista na terça-feira, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou preocupação com a tramitação do texto no Senado.

“É um perigo votar na Câmara a PEC e não votar o PL (projeto de lei) com urgência constitucional e, como a PEC não tem urgência constitucional, ela é aprovada na Câmara, mas fica dormindo em berço esplêndido no Senado.”

Ontem, Boulos também descartou a necessidade de um período de transição, medida defendida por alguns empresários e parlamentares. “Nosso governo não defende nenhum tipo de transição para estabelecer a escala 5×2 e redução de 40 horas semanais. Sabe por quê? Quando aprova aqui (no Congresso) medida para beneficiar empresário, não tem transição.”

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Durante entrevista coletiva para comentar os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Marinho defendeu que somente a PEC não conseguiria fazer ajuste de jornada.

O deputado Alencar Santana também saiu em defesa do projeto do governo e afirmou que o texto “tem detalhes que as propostas constitucionais não trazem corretamente”. “Isso é matéria de projeto de lei. Então, o presidente Hugo Motta também dará sequência a esse projeto para que ele possa também com serenidade ser aprovado e a gente assegurar de fato os ganhos aos trabalhadores a partir da discussão que nós estamos trabalhando.”

A votação do projeto de lei com a PEC era um pleito de Marinho, que argumentava que o texto do governo tratava de especificidades que a proposta de emenda à Constituição não abordava.

Na semana passada, o relator passou a se alinhar com Marinho e disse que havia coisas que não conseguiriam ser vencidas na PEC “pela complexidade do mundo do trabalho”.

“Do aspecto formal, acho que o ministro Marinho hoje dá um caminho que é isso, de a PEC regular a regra geral e a gente ir para um PL. O PL vai regular as especificidades.”

Estadão Conteúdo 

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