Relator da CPMI pede indiciamentos de Vorcaro e do “Careca do INSS”

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Relator da CPMI pede indiciamentos de Vorcaro e do “Careca do INSS”

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O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, pediu, em relatório final, que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, sejam indiciados pelas fraudes em empréstimos e cartões consignados de aposentados e pensionistas.

O relatório de Alfredo Gaspar também sugeriu a apresentação de denúncia contra Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro. Ferreira Lima seria o responsável pela “transição do Master para um modelo de negócio focado no crédito em massa”.

Nesta sexta-feira (27), a CPMI do INSS discute as observações finais de Alfredo Gastar. Dessa forma, em caso de aprovação do relatório, o texto será encaminhado aos órgãos responsáveis para avaliar as denúncias conforme as conclusões do colegiado.

No parecer apresentado, o relator defende que Daniel Vorcaro seja alvo de investigação por oito crimes. De acordo com o deputado, o Banco Master teria feito do Credcesta — produto que disponibilizava cartão de crédito consignado — o principal responsável pela expansão da instituição.

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Alfredo Gaspar afirma ainda haver indícios de que o banco recorreu a uma estratégia para aumentar os limites da margem consignável. Na avaliação dele, as práticas adotadas pela instituição ligada a Vorcaro levaram ao comprometimento excessivo da renda de aposentados e pensionistas, acima de um nível considerado razoável, além da cobrança de juros classificados como desproporcionais e abusivos.

O relator apontou a existência de um “grave padrão de irregularidades” envolvendo o Banco Master. Entre os problemas identificados, estão o alto número de reclamações e denúncias sobre descontos feitos sem autorização, além de indícios de que empréstimos consignados teriam sido liberados sem o consentimento válido dos beneficiários.

“Em plano ainda mais grave, envolvimento em esquema fraudulento de cessão de carteiras de crédito consignado, com aquisição e repasse de créditos posteriormente apontados como inexistentes ou fraudulentos, tudo isso em contexto de fiscalização deficiente e com repercussões diretas sobre beneficiários do INSS e sobre a higidez do próprio sistema financeiro”, disse.

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