MDIC lança norma para certificação de produtos sustentáveis que substituem plásticos

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MDIC lança norma para certificação de produtos sustentáveis que substituem plásticos

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, nesta sexta-feira (20), a primeira norma técnica setorial do Programa Selo Verde Brasil. A norma define critérios ambientais, sociais e de governança, incluindo aspectos de economia circular, para a produção de polímeros de eteno de fonte renovável na indústria química. Esses materiais são utilizados na fabricação de sacolas recicláveis, filmes e outros produtos que substituem os plásticos convencionais.

Instituído pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho de 2024, por meio de decreto presidencial, o Selo Verde Brasil entra agora na fase de execução técnica com essa norma. A elaboração foi conduzida pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O processo envolveu colaboração com empresas do setor químico, lideradas pela Associação Brasileira de Indústria Química (Abiquim), além de representantes do Inmetro, da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e da equipe técnica, no âmbito da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

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“A Secretaria de Economia Verde faz parte de um novo projeto de país, que busca construir uma sociedade mais igualitária e baseada num modelo de desenvolvimento mais sustentável, com uma indústria forte, mas adaptada aos desafios do século XXI. O Selo Verde faz parte desse processo, da Nova Indústria Brasil, uma política pública que não apenas busca tornar a nossa indústria mais sustentável, mas também aproveitar essa nossa vantagem econômica, transformar a sustentabilidade num vetor de competitividade”, afirmou a secretária de Economia Verde, Julia Cruz.

O programa integra a estratégia do MDIC para criar um sistema nacional de certificação ambiental, com ênfase em transparência e valorização de produtos sustentáveis. A coordenação permanece sob responsabilidade da Secretaria, que lidera a agenda de sustentabilidade no ministério. As diretrizes foram construídas por meio de debates técnicos e uma Consulta Pública Nacional, que recebeu contribuições de especialistas, indústria, pesquisadores, servidores públicos e cidadãos.

Para garantir a credibilidade, o Inmetro atuará na acreditação de organismos certificadores responsáveis pela verificação dos critérios. A articulação envolve outros órgãos federais, como o Ministério da Fazenda e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, alinhando o Selo Verde a políticas como a Taxonomia Sustentável Brasileira e a Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável.

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A norma abrange a redução de impactos negativos e a ampliação de positivos nas dimensões ambiental, social e de governança, com critérios claros e verificáveis ao longo do ciclo de vida dos produtos. O Selo Verde Brasil visa promover a sustentabilidade, aumentar a competitividade da indústria nacional e alinhar o país às exigências internacionais e metas climáticas, contribuindo para uma economia de baixo carbono.

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