Nesta terça-feira, 24 de fevereiro, marcam-se quatro anos desde o início da invasão militar russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. O conflito, denominado pela Rússia como Operação Militar Especial, aprofunda uma confrontação que começou em 2014 e se tornou o mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky fez um apelo aos aliados europeus para manterem o apoio à resistência contra a invasão russa. Em discurso televisionado ao Parlamento Europeu, Zelensky destacou que a adesão da Ucrânia à União Europeia, prevista para até 2027, seria uma garantia de segurança futura após um possível acordo de paz. Ele enfatizou que a Europa é uma união de nações independentes que não toleram humilhações ou violência.
Enquanto isso, a União Europeia discute um novo pacote de sanções contra a Rússia e um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, mas a Hungria mantém veto a ambas as medidas devido a laços estreitos com Moscou. A Hungria e a Eslováquia acusam Kiev de bloquear deliberadamente suprimentos de petróleo russo pelo gasoduto Druzhba, que a Ucrânia diz estar reparando após um ataque russo no mês passado. A UE avalia conceder benefícios parciais de adesão à Ucrânia antes das reformas completas.
Em Kiev, líderes europeus como a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, o presidente finlandês Alexander Stubb e a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen participaram de orações com Zelensky na catedral de Santa Sofia, marcando um contraste com anos anteriores sem presença de chefes de governo ocidentais importantes.
Do lado russo, o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov afirmou que a intervenção ocidental transformou o conflito em um confronto maior entre a Rússia e países que buscam destruí-la. Apesar dos combates em andamento, Moscou mantém abertura para negociações de paz, com Peskov destacando que os esforços dependem das ações do governo de Kiev. As negociações mediadas pelos Estados Unidos estão estagnadas devido a questões territoriais.
O conflito já resultou em centenas de milhares de soldados mortos ou feridos de ambos os lados, além de dezenas de milhares de civis ucranianos vítimas de ataques russos com mísseis e drones, que destruíram cidades inteiras.











