FELIPE GUTIERREZ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Militantes do MBL (Movimento Brasil Livre) realizaram nesta quinta-feira (5) um novo protesto na frente da sede do Banco Master, na zona sul de São Paulo, para chamar a atenção para o caso, em edição mais esvaziada do que a do dia 22 de janeiro.
Renan Santos, um dos fundadores e líderes do MBL, afirmou que a ideia é “colocar lenha na fogueira” e manter o caso em alta.
Segundo ele, um cenário em que não haja consequências para os envolvidos seria o pior possível, pois a sensação de impunidade aumentaria. Santos diz que o grande público ainda não deu atenção para os escândalos do Master.
Além de Santos, a manifestação contou com a participação do deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e ex-deputado Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei.
Katagiri afirmou no ato que o Banco Central demorou para liquidar o Banco Master e que houve demora para agir tanto na gestão de Roberto Campos Neto como na atual, de Gabriel Galípolo.
Segundo ele, foram recolhidas assinaturas para abrir uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) entre os legisladores.
“Foi protocolado, e o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) é obrigado a abrir a CPMI na primeira sessão do Congresso. Por mais que haja vontade de barrigar, como foi feito no caso do INSS, ele quer analisar vetos e, para isso, e não tem como abrir sessão sem a CPMI”, disse.
Durante o protesto, manifestantes empunharam placas pedindo a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje em prisão domiciliar. Uma manifestante ateou fogo em foto do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, relator do inquérito do Master no Supremo.
Uma das novidades dessa segunda manifestação foi a distribuição de máscaras com um desenho do rosto de Vorcaro aos manifestantes. Cauê Del Valle, membro do movimento, diz que a figura é de autoria do cartunista André Guedes.
“A militância do MBL começou a usar a imagem na internet, e resolvemos imprimir cerca de 500 máscaras”, disse.
Outra novidade nessa manifestação foram as críticas ao ministro Alexandre de Moraes.
Um agitador afirmou que, após o primeiro protesto, houve reclamações na internet por Moraes não ter sido um alvo. Logo em seguida, ele entoou a letra: “Alexandre, como é que é? Explica aí os milhões para sua mulher”.








