Guterres considera fim do acordo nuclear entre EUA e Rússia um ‘momento sério’ para a paz

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Guterres considera fim do acordo nuclear entre EUA e Rússia um ‘momento sério’ para a paz

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou Washington e Moscou, nesta quarta-feira (3), a chegarem rapidamente a um novo tratado de não proliferação de armas nucleares, ao considerar a expiração do atual “um momento sério para a paz e a segurança internacionais”.

O acordo Novo START expirou à 0h00 GMT de quinta-feira (21h de quarta-feira em Brasília), liberando formalmente Moscou e Washington de uma série de restrições sobre seus arsenais nucleares.

“Pela primeira vez em mais de meio século, nos deparamos com um mundo sem limites vinculantes para os arsenais nucleares estratégicos” de Rússia e Estados Unidos, declarou Guterres em comunicado.

O secretário-geral acrescentou que o Novo START e outros tratados de controle de armas haviam “melhorado drasticamente a segurança de todos os povos”.

“Esta dissolução de décadas de conquistas não poderia chegar em pior hora: o risco de uma arma nuclear ser utilizada é o mais alto em décadas”, afirmou, sem dar mais detalhes.

Guterres exortou Washington e Moscou a “retornarem à mesa de negociações sem demora e a estabelecerem um quadro sucessor”.

Rússia e Estados Unidos controlam conjuntamente mais de 80% das ogivas nucleares do mundo, mas os acordos de controle de armas têm perdido força.

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O Novo START, firmado pela primeira vez em 2010, limitava o arsenal nuclear de cada parte a 1.550 ogivas estratégicas implantadas, uma redução de quase 30% com relação ao limite anterior estabelecido em 2002.

Também permitia a cada parte realizar inspeções ‘in situ’ do arsenal nuclear da outra, mas estas foram suspensas em 2023.

Em setembro de 2025, o presidente russo Vladimir Putin havia proposto a Washington prolongar por um ano os termos do tratado, uma proposta classificada à época de “boa ideia” por seu par americano Donald Trump, mas à qual os Estados Unidos não deram seguimento.

© Agence France-Presse

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