O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira (26) a atuação de Dias Toffoli como relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master. Em postagem nas redes sociais, Mendes afirmou que Toffoli observa os parâmetros do devido processo legal e destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) reconheceu a regularidade de sua permanência no caso, rejeitando pedidos de afastamento.
“O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso”, escreveu Mendes.
Toffoli tem enfrentado críticas por permanecer como relator após reportagens revelarem irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, que pertencia a familiares do ministro. Apesar disso, em dezembro do ano passado, Toffoli determinou que a investigação prossiga no STF, e não na Justiça Federal de Brasília, devido à menção a um deputado federal com foro privilegiado.
O inquérito apura concessões de créditos falsos pelo Banco Master, que podem somar R$ 17 bilhões. A apuração ganhou impulso com a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2024, que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados, incluindo ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira, Angelo Antonio Ribeiro da Silva e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima. As investigações também envolvem a tentativa de compra do banco pelo Banco Regional de Brasília (BRB), ligado ao governo do Distrito Federal.












