PAOLA FERREIRA ROSA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Um brasileiro se declarou culpado por agredir um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos enquanto estava sendo preso, segundo comunicado emitido pela procuradoria do Distrito de Connecticut. Em nota divulgada nesta sexta-feira (23), o procurador David Sullivan afirma que a confissão de Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, 25, foi feita perante o tribunal.
Borges teria resistido à abordagem dos agentes de segurança do ICE em 25 de junho de 2025, na cidade de Hartford. Segundo o relato, o brasileiro teria xingado, mordido e cuspido nos representantes federais que cumpriam o mandado de prisão contra ele. O documento havia sido expedido em 10 de outubro de 2023, sob acusação de permanência no país de forma irregular.
“Após ser colocado em uma viatura policial, ele chutou, se debateu e gritou obscenidades contra os agentes. Enquanto o veículo se dirigia ao prédio federal na Rua Main, em Hartford, Ferreira Borges começou a levantar e mover a perna, que estava a poucos centímetros do agente que dirigia o veículo, e afirmou que iria chutar o pescoço do agente. Em seguida, mordeu outro agente que tentou contê-lo e cuspiu no agente que dirigia o veículo”, diz nota.
O brasileiro está sob custódia desde sua prisão e tem uma audiência marcada para 16 de abril, quando uma sentença será emitida. O caso está sendo investigado pela Divisão de Operações de Execução e Remoção do ICE. Borges pode ser condenado a uma pena máxima de um ano de prisão.
Ainda de acordo com o documento, o brasileiro tem outro processo pendente, no Tribunal Superior de Connecticut, decorrente de uma prisão anterior, em 16 de setembro de 2023. Nesse caso, ele é acusado de agressão a agentes de segurança pública, profissionais de emergência médica, transporte público ou saúde, agressão, perturbação da paz, obstrução de um agente da lei e intimidação motivada por preconceito ou discriminação.
A ação faz parte da “Operação Retomar a América”, iniciativa do governo de Donald Trump que mobiliza recursos para, segundo o governo, “repelir a invasão da imigração ilegal, alcançar a eliminação total dos cartéis e das organizações criminosas transnacionais e proteger nossas comunidades dos autores de crimes violentos”.











