Resort frequentado por Toffoli tem cassino, lanchas e casa com cota de R$ 750 mil

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Resort frequentado por Toffoli tem cassino, lanchas e casa com cota de R$ 750 mil

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PAULO RICARDO MARTINS
FOLHAPRESS

Situado às margens da represa de Chavantes, no Paraná, o resort Tayayá, frequentado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, oferece piscinas aquecidas, passeios de caiaques, quadras de beach tenis e até cassino. Para se hospedar no local, na cidade de Ribeirão Claro, é preciso ser cotista ou procurar algum apartamento vago, com diária a partir de R$ 1.200.

O empreendimento funciona em um modelo multipropriedade. Cada unidade possui cotistas que revezam a permanência no imóvel.

A unidade mais barata é o Aqua Luxo, um apartamento no prédio principal do resort cuja cota custa R$ 154.700. Cada sócio tem direito a levar até quatro pessoas para a unidade quando for se hospedar no hotel.

Já as mais caras são as casas do Ecoview, uma vila com 18 unidades onde o ministro Dias Toffoli se hospeda quando vai ao resort. Cada residência possui 13 cotistas, que tiveram de desembolsar, cada um, mais de R$ 750 mil para se tornar dono da propriedade.

As casas do Ecoview possuem três suítes, cozinha, sala e uma varanda com piscina. A maior parte das residências possuem vista para a represa.

É no Ecoview onde se hospeda também Paulo Humberto Barbosa, o atual proprietário do resort.

As atrações e atividades do Tayayá são muitas. No prédio principal há uma piscina ao ar livre e uma piscina aquecida, além de toboágua, bar e até mesmo um cassino.

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Barbosa fez um investimento de R$ 1,3 milhão para construir salas de bilhar e poker -as obras ainda não foram concluídas. Ele afirma que pretende expandir o entretenimento adulto no resort. Para entrar nesses ambientes, o hóspede terá de ter mais de 18 anos, segundo ele.

Atualmente, o Tayayá possui um minicassino, que funciona à noite, operado pela Apostou, empresa privada de loterias. A Apostou é um dos sites de apostas esportivas que atuam de modo regulamentado no Paraná e podem operar no território estadual. De acordo com a empresa, os produtos são auditados pela Lottopar (Loterias do Estado do Paraná).

No Hotel Aquaparque, o prédio principal, também há sauna, academia, trattoria e um centro de convenções e evento.

Em frente ao prédio principal fica a Tayayá Village, uma vila de chalés. Para se tornar proprietário, é necessário comprar uma cota de R$ 450 mil.

Na praia da Ferradura, ao lado da Tayayá Village, os hóspedes podem praticar stand up paddle e caiaque. Não há limite de tempo. Para ir de caiaque da praia à ilha mais próxima, a reportagem levou 20 minutos.

Na Vila Barco, logo ao lado da praia da Ferradura, o resort oferece outra piscina aquecida, outra sauna, restaurante, bar, salão tropical, loja de conveniência, fraldário, gazebo e mais uma piscina com bar tropical.

Há ainda heliponto, espaço para crianças, hamburgueria, pizzaria e choperia, temakeria, quadra de vôlei de praia, quadra de tênis e quadra de futsal.

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Os hóspedes também podem fazer trilha e passear de lancha -os barcos ficam numa marina na lateral do resort.

Os turistas que não são proprietários ficam hospedados em apartamentos vagos, quando o cotista não está utilizando, ou que ainda não foram vendidos. As diárias variam de acordo com a época do ano e partem, no geral, de R$ 1.217,30 a diária.

O resort fica às margens do lago de uma represa por onde passa o rio Itararé, e o ministro usa um barco do Tayayá que não está disponível para outros hóspedes para passeios.

O irmão do ministro Toffoli, José Eugenio Toffoli, é quem administrava o local enquanto a família tinha uma participação societária. Ele também tem uma casa no resort.

Durante quatro anos (entre 2021 e 2025), como mostrou a Folha de S. Paulo, os irmãos de Toffoli José Eugenio Toffoli e José Carlos Toffoli dividiram o controle do Tayayá com o fundo de investimentos Arleen, que faz parte da intrincada rede montada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Atual proprietário do resort, Paulo Humberto Barbosa, que entrou no negócio em fevereiro de 2025, comprou a participação que era da Maridt, empresa de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF. Na época, o negócio foi estimado em R$ 3,5 milhões.

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