Leite é vaiado em ato com Lula; ‘Este é o amor que venceu o medo? Não, né’

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Leite é vaiado em ato com Lula; ‘Este é o amor que venceu o medo? Não, né’

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Brasília, 20 – O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado durante solenidade no município de Rio Grande em que estava presente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leite reagiu às vaias. “Este é o amor que venceu o medo? Não, né. Então vamos respeitar, por favor. Eu estou aqui cumprindo o meu dever institucional, em respeito ao cargo que exerço, em nome do povo do Rio Grande do Sul, com respeito ao presidente da República. Todos nós aqui, eu e o presidente, fomos eleitos pelo mesmo povo, eu respeito o cargo do presidente da República e peço respeito”, afirmou Eduardo Leite, na cerimônia do governo federal para assinatura de um contrato da Petrobras para a construção de navios.

Enquanto Leite protestava contra as vaias, Lula, que estava próximo, fazia gestos para a plateia parar.

Leite declarou que a reação da militância petista contra ele é um sinal de acirramento da polarização e relembrou o resultado dividido da última eleição presidencial. Ainda citando um mote governista, ele disse que não se pode “hostilizar quem pensa diferente” para conseguir a “união e reconstrução”. Além disso, ele disse que a postura dos presentes “incendeia ódio, rancor e mágoa” em uma parte da população.

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“Na última eleição, o Brasil teve um presidente eleito por 50,8% dos votos, 49% da população votou em outro candidato. Se vocês desejam união e reconstrução, não simplesmente hostilizem quem pensa diferente. Isso não leva a lugar nenhum. A efetiva união que a gente quer para o nosso País, envolve respeito, respeito às funções, respeito às pessoas, respeito aos ambientes. Aqui é um ambiente institucional, é o presidente da República. Não é um comício eleitoral.”

Lula e Leite participaram de uma cerimônia de assinatura da contratação de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores dentro do Programa Mar Aberto, plano de renovação e expansão da frota do Sistema Petrobras.

Em seu discurso, Lula afirmou que o Brasil possui hoje as maiores taxas históricas de massa salarial e de exportação.

“Vou terminar meu terceiro ano de mandato com a menor inflação acumulada em 4 anos da história do Brasil. Vou terminar meu terceiro ano de mandato com o menor desemprego da história do Brasil. Vou terminar meu terceiro ano com o maior crescimento da massa salarial e vou terminar meu terceiro ano de mandato com o maior fluxo de exportação da história”, disse o presidente.

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‘VOU PAGAR’

O petista também respondeu às acusações de irresponsabilidade fiscal do governo. Citando a relação que teve com o Fundo Monetário Internacional (FMI) nos primeiros mandatos, Lula disse que aprendeu com a mãe que “não se pode ficar devendo”.

“Eu vou pagar porque aprendi com a minha mãe que a gente não pode ficar devendo e eu não gosto de dever, gosto de andar de cabeça em pé, de olhos para frente, olhando na cara das pessoas. E eu não quero que vocês venham ao Brasil fiscalizar minha conta, a minha conta quem vai fiscalizar sou eu.”

Estadão Conteúdo

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