Comurg economiza R$ 2,6 bilhões com redução de dívidas

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Comurg economiza R$ 2,6 bilhões com redução de dívidas

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O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (MDB), apresentou, nesta sexta-feira (16/1), resultados de ações tomadas por sua gestão na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) no primeiro ano de governo. A empresa pública foi uma das principais frentes de batalhas do prefeito, que apontou diversas irregularidades nas gestões anteriores e um rombo de quase R$ 2,5 bilhões. Ele trocou toda a administração da companhia e demitiu ocupantes de cargos comissionados, além de ter cortado outros gastos.

Além dessas ações, o prefeito informou que reduziu as dívidas da companhia junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) de R$ 2,27 bilhões para R$ 312 milhões, o equivalente a 86% do valor devido.

“Essa primeira fase nos dá uma satisfação grande, é uma economia de mais de R$ 2,6 bilhões que seriam tirados do contribuinte, dos cofres públicos, fora a redução do custo mensal que gira em torno de R$ 20 milhões”, detalhou o prefeito, ao anunciar que a empresa pública tornou-se superavitária.

Mabel, sobre a reestruturação da empresa: “Foram momentos que exigiram decisões com coragem, que pegamos firmes e fomos fazendo”

Com todas essas medidas, a liquidação da empresa foi descartada e o prefeito disse que hoje ela já não é mais deficitária e que, portanto, a prefeitura “não deverá colocar nem um centavo nela a partir de agora”.

“Foi uma virada difícil, a Comurg era sinônimo de corrupção, confusão e má gestão. Foram momentos que exigiram decisões com coragem, que pegamos firmes e fomos fazendo”, explicou o prefeito.

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“Agora, começa a fase de ajustes finos da nova Comurg, que vão permitir avançar em sustentabilidade e economia”.

Nova Comurg – Em 2026, segue em andamento a segunda fase da reestruturação interna, novo acordo coletivo e sustentabilidade econômica, redimensionamento organizacional realizado com a Fundação Dom Cabral (FDC). Também ocorre a consolidação do portfólio de serviços investimentos em modernização, além de novos maquinários e consolidação do compliance institucional.

Corte de gastos e comissionados

A economia da administração municipal com custos operacionais da Companhia alcançou R$ 189 milhões em 2025. O número de diretorias de 9 para 4, e o quadro de lideranças baixou de 639 para 217. Também foram feitos 1.187 desligamentos entre comissionados e aposentados.

“A reestruturação do quadro de pessoal promoveu uma redução de R$ 14 milhões por mês no custo da folha. Pegamos uma folha de R$ 41 milhões, em dezembro de 2024, e o valor caiu para R$ 27 milhões em dezembro de 2025”, detalhou Mabel.

Prefeixo explicou medidas saneadoras: “Pegamos uma folha de R$ 41 milhões, em dezembro de 2024, e o valor caiu para R$ 27 milhões em dezembro de 2025”

O prefeito também explicou que a economia engloba a locação de máquinas e equipamentos, manutenção de veículos e contratos para a prestação de serviços.

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Processos fraudados – Outro avanço apresentado por Mabel foi a atuação preventiva do departamento jurídico na identificação de indícios de fraudes processuais. Segundo o prefeito, a gestão rompeu o histórico de desvios de conduta na Companhia. A nova gestão identificou 76 ações trabalhistas irregulares e adotou medidas junto ao Tribunal Superior do Trabalho e Ordem dos Advogados do Brasil. No âmbito administrativo, há 41 Procedimentos Administrativos Disciplinares sendo avaliados.

Tribunal reconhece independência financeira

Todas as medidas adotadas ao longo de 2025 foram apresentadas ao Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, que decidiu, na última terça-feira (14/1), reverter de forma provisória a decisão proferida em abril de 2024 e restabelecer a independência financeira da Comurg em relação à Prefeitura de Goiânia.

“O presidente e os conselheiros levaram em conta os resultados alcançados ao longo do último ano. Apresentamos números que não eram entregues há muitos anos, isso mostrou que a gestão trabalha com eficiência e seriedade”, concluiu Mabel.

De acordo com o presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos, com os avanços alcançados, a liquidação da empresa foi descartada.

“O futuro da Companhia é crescer, é vender mais serviços para outros clientes e abrir o capital da empresa para o mercado”, disse.

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