Ratinho Jr. acelera reuniões internas no PSD e coloca nome à disposição para Presidência

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Ratinho Jr. acelera reuniões internas no PSD e coloca nome à disposição para Presidência

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ANA LUIZA ALBUQUERQUE E CATIA SEABRA
FOLHAPRESS

O governador do Paraná, Ratinho Jr., participou de reuniões no início do ano com lideranças do PSD, incluindo o presidente do partido, Gilberto Kassab, e colocou seu nome à disposição para a disputa presidencial.

Secretário do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, Kassab já sinalizou que a legenda deve ter candidatura própria, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantenha seu nome até o final. O cenário só seria outro se o próprio Tarcísio fosse candidato ao Planalto, no caso da desistência do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A liderança do PSD, porém, ainda não bateu o martelo sobre o nome escolhido para a disputa. Segue no páreo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Nesta quarta-feira (14), em entrevista à imprensa no Paraná, Ratinho anunciou que tem interesse em ser pré-candidato. “Mais do que nomes, é projeto. Quem vai ter capacidade de liderar um novo projeto para o Brasil. Se meu nome for escolhido internamente, fico muito honrado e vou aceitar o desafio”, disse.

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Segundo aliados de Ratinho, pesquisas internas do governo estadual indicam que ele tem grande popularidade entre as classes C e D, o que poderia ser um ativo para enfrentar o presidente Lula (PT).

De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta (14), Ratinho tem 9% das intenções de voto em cenário de disputa contra Flávio e Lula -que ficariam à frente com 26% e 35%.

O levantamento mostrou ainda que, em eventual segundo turno, o petista venceria o paranaense por 43% a 36%.

No fim do ano passado, o governador havia desacelerado os planos para a Presidência, diante de resistências de familiares, que pediram para que ele considerasse se valeria a pena arriscar uma candidatura. Segundo interlocutores, seu pai, o apresentador Ratinho, costuma mudar de posição a respeito dessa possibilidade -uma hora é favorável, na outra mostra receio.

Aliados afirmam, porém, que Ratinho Jr. refletiu e concluiu que ainda é jovem (tem 44 anos) e não tem muito a perder, e que seria interessante aproveitar o momento de alta aprovação para tentar voos maiores. Pesquisa da Quaest de agosto mostrava que o governador tinha 84% de aprovação.

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Eles também dizem que Ratinho, que também poderia se candidatar ao Senado, tem mais afinidade com o Executivo do que o Legislativo.

Para aliados, o governador pode apresentar como cartão de visita projetos da gestão estadual na área social, que agradam as classes populares, assim como políticas vistas com bons olhos pela direita, como as escolas cívico-militares.

Eles também dizem que Ratinho se sente confortável para colocar seu nome à disposição, apesar da pré-candidatura de Flávio, porque mantém uma relação de independência com o clã Bolsonaro.

Segundo essa leitura, o ex-presidente abandonou Ratinho na disputa pela prefeitura de Curitiba, em 2024, quando preteriu seu candidato, Eduardo Pimentel (PSD), para apoiar Cristina Graeml (PMB), mais alinhada à direita bolsonarista. Aliados afirmam que o governador não guarda ressentimento, mas que o episódio reforça a independência entre os dois grupos.

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