Políticos da esquerda brasileira condenam ataque dos EUA à Venezuela

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Políticos da esquerda brasileira condenam ataque dos EUA à Venezuela

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MARINA PINHONI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Políticos da esquerda brasileira condenaram neste sábado (3) os ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela.

O presidente Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país caribenho, mas ainda não há informações oficiais sobre o paradeiro do ditador venezuelano.
Em publicações nas redes sociais, deputados brasileiros afirmaram que a ofensiva fere direitos internacionais e se solidarizaram com a população civil do país.

“O imperialismo exporta guerra e destruição, da Palestina à América Latina. Ataque merece repúdio e condenação rápida. É um ataque à América do Sul que viola todas as regras do direito internacional”, afirmou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula.

Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, classificou o ataque como “inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina”.

“Trump já deixou claro: quer as reservas de petróleo da Venezuela, não tem interesse em aprofundar a democracia naquele país, tampouco em combater o narcotráfico”, afirmou ainda.

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Já o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) cobrou uma manifestação do presidente Lula.

“Isso é terrorismo de Estado pra controlar as reservas de petróleo. É fundamental a condenação de toda comunidade internacional a esse a crime gravíssimo e sem precedentes. A manifestação do presidente Lula nesse sentido é imprescindível e urgente”, escreveu.

A Venezuela afirmou que sofreu uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

Segundo comunicado do regime venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou ao estado de emergência nacional e à mobilização das forças de defesa.

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