O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou neste sábado(3) os ataques dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, anunciada por Donald Trump, como uma “afronta gravíssima” à sua soberania.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável” e ameaçam a “preservação da região como zona de paz”, afirmou o mandatário no X.
Lula também chamou a comunidade internacional, por meio das Nações Unidas, a “responder de forma vigorosa” aos ataques.
O presidente dos Estados Unidos, Trump, anunciou neste sábado a captura de Maduro e de sua esposa após um “ataque em grande escala” contra a capital venezuelana e outras regiões do país.
Durante seus primeiros governos (2003-2010), Lula foi um importante aliado do chavismo, o movimento político que levou Maduro ao poder.
Mas sua relação com o presidente venezuelano se desgastou nos últimos anos e especialmente após sua reeleição em 2024, quando foi acusado de cometer fraude e de se manter ilegalmente no poder.
Lula não reconheceu a vitória de Maduro devido à falta de transparência na divulgação das atas eleitorais, embora também não tenha admitido o triunfo do candidato opositor.
A ação dos Estados Unidos neste sábado “lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”, advertiu.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado”, acrescentou.
Lula se ofereceu em dezembro como mediador para dialogar com Trump e Maduro, buscando evitar um conflito armado na América Latina.
© Agence France-Presse












