Bolsonaro deixa prisão para passar por cirurgia em hospital em Brasília

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Bolsonaro deixa prisão para passar por cirurgia em hospital em Brasília

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Lucas Marchesini
Brasília (FOLHAPRESS)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou na manhã desta quarta-feira (24) a prisão onde está detido rumo ao hospital DF Star, em Brasília, onde ficará internado para uma cirurgia no dia do Natal (25).

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a realização do procedimento para correção de hérnia inguinal bilateral na última sexta-feira (19) e concordou com a data solicitada pela defesa do ex-presidente nesta terça-feira (23).

Hérnia inguinal é uma condição em que um tecido do abdômen incha e faz aparecer uma protuberância na região da virilha.

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, o procedimento tem algum grau de complexidade, mas baixo índice de morbidade. A cirurgia deve durar de 3 a 4 horas, e a previsão é que Bolsonaro fique internado entre cinco e sete dias, a depender da evolução do quadro.

O despacho de Moraes determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente sejam realizados pela Polícia Federal de forma discreta e que o desembarque ocorra na garagem do hospital.

A PF será responsável pela vigilância e a segurança de Bolsonaro durante todo o período de sua estadia, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão.

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A corporação deverá garantir a segurança e a fiscalização ininterruptas com, no mínimo, dois policiais federais posicionados na porta do quarto hospitalar, além das equipes que entender necessárias, tanto nas dependências internas quanto externas do hospital.

Está proibida a entrada no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer outros dispositivos eletrônicos, com exceção dos equipamentos médicos.

Moraes autorizou a presença da esposa, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante toda a internação do ex-presidente. As demais visitas somente poderão ocorrer com autorização judicial. A defesa havia pedido que os filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem liberados como acompanhantes secundários.

A decisão de Moraes foi tomada após perícia médica da PF afirmar que o ex-presidente de fato precisaria ser submetido a cirurgia eletiva o mais rápido possível.

O laudo foi feito por determinação do ministro do STF, que, na mesma decisão, indeferiu pedido de prisão domiciliar com base na condição de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente está preso na Superintendência da PF, em Brasília, desde novembro.

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De acordo com Moraes, o ex-presidente está “custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde” e o endereço seria, inclusive, mais próximo que o da casa dele. Assim, a prisão na PF não prejudicaria Bolsonaro em caso de necessidade de deslocamento de emergência.

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