Polícia investiga fraude em contrato milionário da saúde de Goiânia

policia-investiga-fraude-em-contrato-milionario-da-saude-de-goiania
Polícia investiga fraude em contrato milionário da saúde de Goiânia

publicidade

A Polícia Civil de Goiás realizou uma operação nesta terça-feira (18/11) para investigar uma suspeita de fraude em um contrato da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. O acordo, no valor de R$ 11,6 milhões, foi firmado em junho de 2024 pela gestão do ex-prefeito Rogério Cruz com o Instituto Idesp, empresa sediada em Palmas, no Tocantins. O secretário de Saúde de Goiânia na épora era Wilson Pollara, alvo de outras operações policiais.

Segundo as investigações, o pagamento integral foi realizado em um prazo muito inferior ao estipulado, em pouco mais de 30 dias. A polícia não encontrou comprovação da prestação dos serviços de modernização administrativa previstos no contrato.

O delegado Cleybio Januário, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Decarp), afirmou que “foi verificada uma discrepância muito grande entre o que constava no contrato e o que ocorreu na prática”. O contrato estabelecia que os serviços seriam executados ao longo de 24 meses, com pagamentos em 12 parcelas.

A empresa contratada não tinha especialização na área de modernização administrativa, sendo voltada para atendimento médico em Palmas. De acordo com a investigação, o instituto teria sido simplesmente “encontrado na internet” antes de ser contratado sem licitação.

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins, São Paulo e no Distrito Federal. Durante as ações, a polícia localizou um dos investigados em uma residência de luxo, onde foram apreendidos cinco veículos de alto valor, computadores e documentos.

Leia Também:  Campus Party: Caiado destaca liderança de Goiás em tecnologia e inovação

O delegado ressaltou que os investigados “vivem uma vida bastante luxuosa”. Além das buscas, a operação executou medidas cautelares de quebra de sigilo bancário e fiscal, suspensão de atividade econômica e sequestro de bens.

O Instituto Idesp informou em nota que a situação está sendo averiguada pelas instâncias competentes e que mantém compromisso com a transparência e a ética. A empresa afirmou que continua colaborando com as autoridades.

Cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereço em Palmas

O advogado do ex-secretário Municipal de Saúde Wilson Pollara disse que conversará com seu cliente e só depois dará um posicionamento. A assessoria do ex-prefeito Rogério Cruz alegou que ele não é alvo da operação e está à disposição para esclarecimentos.

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que a empresa foi contratada pela gestão anterior e que a suspensão do convênio foi um dos primeiros atos da atual administração. A pasta ressaltou que nenhuma ação foi realizada na secretaria durante a operação.

As investigações começaram após um relatório da Gerência de Ações Estratégicas e apuram os crimes de associação criminosa, contratação direta ilegal e fraude em licitação. Os nomes dos investigados não foram divulgados pela polícia.

Leia Também:  Anvisa proíbe venda de ‘canetas emagrecedoras do Paraguai’

Rapidez no pagamento gerou suspeita de fraude

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após um relatório da Gerência de Ações Estratégicas. Com a apuração, foram identificados indícios de irregularidade no acordo de R$ 11,6 milhões.

De acordo com o delegado Cleybio Januário o contrato deveria ter sido pago em 12 parcelas mensais após a prestação do serviço.

“Contudo, não foi verificado nenhum comprovante da prestação desse serviço e o valor foi pago em pouco mais de 30 dias e foi realizado sem licitação”, explicou o delegado.

Alguns veículos apreendidos em poder dos investigados chegam a ter preço de R$ 400 mil

A investigação apontou indícios de irregularidade tanto na escolha da empresa quanto na execução contratual. A polícia verificou que houve destinação de recursos antes mesmo da formalização do contrato.

Os indícios se confirmaram durante a operação desta terça-feira (18/11), quando foi constatado que os investigados “vivem uma vida bastante luxuosa”. Além de documentos, foram apreendidos carros de luxo avaliados em mais de R$ 400 mil cada.

Com o cumprimento dos mandados, a polícia busca concluir a investigação e encerrar o inquérito com a possibilidade de indiciamento por associação criminosa, contratação direta ilegal e fraude em execução de contrato.

O post Polícia investiga fraude em contrato milionário da saúde de Goiânia apareceu primeiro em Portal Notícias Goiás.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

Expresão Local
Resumo sobre Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.

Saiba mais lendo nossa Política de Privacidade