A neurologista Cláudia Soares Alves foi presa na manhã desta quarta-feira (5/11) em Itumbiara. Ela é conhecida por ter raptado uma recém-nascida da maternidade do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) em julho de 2024. A médica era funcionária do hospital.
Além da médica, policiais civis de Minas Gerais com apoio de Goiás cumpriram mandados contra mais dois investigados. Eles são vizinhos de Cláudia – pai e filho – e são investigados pelo homicídio de uma farmacêutica ocorrido em 2020, em Uberlândia.
Cláudia é suspeita de participar do assassinato da farmacêutica Renata Bocatto Derani, em novembro de 2020. A vítima era ex-esposa de um homem com quem Claudia se relacionou.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, Cláudia teria planejado o crime para assumir a guarda da filha que Renata teve com o ex-marido. A médica já havia sido presa anteriormente pelo sequestro de um bebê dentro de um hospital em Uberlândia.
De acordo com as investigações, a vítima foi surpreendida por um homem armado ao chegar ao trabalho. O autor entregou-lhe uma carta e, em seguida, efetuou disparos que resultaram em sua morte no local.
Conforme apurado, a médica se casou com o ex-marido da vítima, mas a relação terminou após dois meses. O homem percebeu sinais de instabilidade emocional e a intenção de Claudia de assumir a maternidade da filha que o casal anterior tinha em comum.
Renata, ao perceber que a médica se tratava de uma pessoa perigosa e emocionalmente instável, proibiu a filha de manter contato com o pai sempre que ele estivesse na companhia da nova esposa.
Motivada pelo desejo de reatar o relacionamento e assumir a criança, a suspeita teria planejado o homicídio. Após o fim do casamento, surgiram indícios de que ela teria mandado matar a vítima para retomar o relacionamento e pelo desejo de ser mãe da menina.
Quarto com várias roupas de criança pequena, um berço e uma bebê reborn encontrado na casa da médica
Durante a investigação, foi identificado que o crime usou uma motocicleta com placa adulterada. O veículo pertencia aos vizinhos da médica – pai e filho – que também foram presos na operação.
Nos interrogatórios, tanto a médica quanto um dos vizinhos confirmaram estar em Uberlândia no momento do crime. Eles apresentaram um álibi que foi posteriormente comprovado como falso.
As prisões temporárias e os mandados de busca e apreensão foram deferidos pela Justiça de Uberlândia. Todos os mandados foram cumpridos na cidade goiana de Itumbiara.
Durante o cumprimento de mandado, os policiais ficaram surpresos ao encontrar, na casa da médica, um quarto pintado de rosa, com várias roupas de criança pequena, um berço e uma bebê reborn dentro.
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