Polícia Civil prende casal suspeito de falsificação e tráfico internacional de medicamentos

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Polícia Civil prende casal suspeito de falsificação e tráfico internacional de medicamentos

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A Polícia Civil de Goiás, por meio da Central Geral de Flagrantes, deflagrou neste fim de semana uma série de ações em Goiânia para combater a venda e adulteração de medicamentos controlados, como Retatrutide e Tirzepatida (comercializados ilegalmente sob nomes como Monjaro). As operações, coordenadas pelo delegado Humberto Teófilo, ocorreram em diferentes bairros da capital e resultaram na prisão de um casal suspeito de envolvimento em esquema internacional de falsificação e tráfico de medicamentos.

As diligências foram desencadeadas a partir de denúncias anônimas recebidas pelo WhatsApp institucional da Central de Flagrantes (62 99139-0755), canal de comunicação direta da população com a Polícia Civil.

Em uma das ações, a equipe abordou uma mulher que estaria comercializando doses do medicamento Retatrutide por meio de redes sociais. Com ela, foram apreendidos uma unidade do medicamento, maquininha de pagamento e cigarro eletrônico.

Foto: PCGO

Foi instaurado VPI (Verificação de Procedência de Informação) para apuração da origem dos produtos e eventual rede de distribuição. A investigada foi ouvida e liberada.

A equipe também localizou outra mulher que divulgava em redes sociais o uso de Retatrutide e supostos resultados estéticos.

Durante a diligência, foram apreendidos frascos de Retatrutide, Monjaro (Tirzepatida) e insumos para aplicação, todos sem nota fiscal, sem rótulo em português e sem registro na Anvisa.

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Foto: PCGO

A mulher foi ouvida e liberada, sendo instaurado procedimento de investigação (VPI) para apurar a origem dos medicamentos e eventual ligação com rede de comercialização ilícita.

Em outra diligência, os agentes localizaram um casal de alto padrão que mantinha estoque de produtos adulterados e rótulos falsificados, além de dinheiro em espécie e porções de entorpecentes.

O material apreendido indicava a fabricação e comercialização de medicamentos com aparência de produtos originais, mas sem qualquer registro na Anvisa.

As investigações apontam que os dois já haviam sido presos anteriormente no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (MG), quando tentavam embarcar com canetas de Monjaro escondidas em garrafas de whisky. Além disso, há indícios de que mantinham um restaurante no Reino Unido, país onde também são investigados por tráfico de drogas e medicamentos. O casal, que vivia em um condomínio de luxo em Goiânia, não possuía renda compatível com o padrão de vida que ostentava.

Ambos foram autuados em flagrante com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da venda e distribuição de medicamentos falsificados, crime equiparado ao tráfico de drogas, com pena de 10 a 15 anos de reclusão e sem direito a fiança.

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Foto: PCGO

O delegado Humberto Teófilo destacou a gravidade da conduta e a dimensão internacional do caso: “Trata-se de um casal de alto padrão, reincidente e com possíveis ligações fora do país. Eles chegaram a manter um restaurante no Reino Unido e agora voltaram a atuar no Brasil com a mesma lógica criminosa: transformar produtos falsificados em lucro, colocando vidas em risco”, afirmou.

Segundo Teófilo, a Polícia Civil de Goiás mantém vigilância constante sobre a comercialização irregular de medicamentos de uso controlado, prática que coloca em risco a saúde pública e tem crescido com a popularização de substâncias utilizadas indevidamente para fins estéticos e de emagrecimento rápido.

“Estamos intensificando o combate à venda de medicamentos adulterados e sem registro. Quem compra ou aplica esse tipo de produto coloca a própria vida em risco”, reforçou o delegado.

As investigações seguem sob responsabilidade do setor de inteligência da Polícia Civil, que busca identificar outros envolvidos no esquema e possíveis conexões interestaduais e internacionais. As imagens dos suspeitos foram divulgadas com base na Portaria nº 547/2021, com o objetivo de localizar novas vítimas que possam ter adquirido os medicamentos adulterados.

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