Governadores rechaçam PEC da Segurança Pública após operação que deixou 121 mortos no Rio

governadores-rechacam-pec-da-seguranca-publica-apos-operacao-que-deixou-121-mortos-no-rio
Governadores rechaçam PEC da Segurança Pública após operação que deixou 121 mortos no Rio

publicidade

Brasília e Rio de Janeiro, 30 – Governadores de direita rechaçaram a PEC da Segurança Pública em coletiva, após reunião com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Os gestores alinhados a Castro se encontraram no Palácio da Guanabara dois dias após a megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão.

Castro afirmou na reunião que o ponto principal rechaçado pelos governadores é a remoção da autonomia dos Estados na segurança pública. Ele defendeu a especialização das ações policiais diante de diferentes realidades brasileiras. Por outro lado, ele disse que os gestores não estão “se furtando a conversar, a ouvir, a aprender” e que não está sendo feita uma “luta da esquerda contra a direita”.

“O Brasil é um País muito grande, não dá para tratar o Rio Grande do Sul igual ao Rio de Janeiro, igual ao Acre, igual ao Amazonas e igual ao Mato Grosso”, afirmou Castro.

O governador de Goiás, Ronaldo CaIado (União), afirmou que o principal erro da PEC da Segurança Pública é “interferir diretamente na autonomia dos Estados”. Segundo ele, o objetivo principal do texto é tirar diretrizes centrais dos governadores

Leia Também:  Malafaia diz que Eduardo ‘calado’ ajuda mais na campanha de Flávio do que ‘falando asneira’

Caiado disse também que levou sugestões ao relator da PEC da Segurança Pública, deputado Mendonça Filho (União-PE), para a realização de mudanças na PEC da Segurança Pública. Uma das alterações propostas pelo governador de Goiás foi o acesso aos governadores ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e a responsabilização do governo federal pelos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Durante a reunião, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), chorou ao falar das cenas da megaoperação no Rio. Destoando dos outros governadores, ela disse que é preciso acabar com a “lacração da direita, da esquerda e do centro”.

Castro se reuniu na noite desta quinta-feira, 30, com governadores para tratar de uma possível cooperação interestadual no combate ao crime organizado. O encontro aconteceu no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, na zona sul da capital.

Estiveram no encontro os governadores Jorginho Mello (PL-SC), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Eduardo Riedel (PP-MS), além da vice-governadora Celina Leão (Progressistas-DF) O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) participou das discussões remotamente.

Leia Também:  Papa Leão XIV afirma que Deus rejeita orações de líderes que iniciam guerras

Castro recebeu apoio público de governadores após seu governo ter conduzido a operação policial mais letal da história do País, na última terça-feira, 28. O último balanço do governo fluminense confirmou 121 mortos na Operação Contenção, contra integrantes do Comando Vermelho nos complexos de favelas do Alemão e da Penha. A Defensoria Pública contabiliza 132 vítimas

Estadão Conteúdo

Compartilhe essa Notícia

publicidade

Expresão Local
Resumo sobre Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.

Saiba mais lendo nossa Política de Privacidade